domingo, 7 de Fevereiro de 2010
Visita ao México - 2ª. parte
quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
Vamos então à viagem do México - !ª. Parte
- No primeiro dia foi difícil porque a viagem durou 13h, mas quando chegámos à cidade do México valeu a pena pelas visitas que fizemos, só lá estivemos um dia e aproveitámos bem e vamos voltar porque ficou muito para ver. Quando acordei corri para a casa azul da Frida Kalo, foi das maiores emoções da minha vida, acreditem que num canto do jardim chorei baixinho, porque a coragem, a atitude, os amores e desamores com Rivera, a sua militância, a sua cama com espelho no teto, a cadeira de rodas, as muletas, as radiografias de uma coluna partida, os auto-retratos repletos de dor e sofimento, fotografias de uma vida curta, mas cheia de energia transbordante. Foi lindo estar naquele espaço e tive pena de não ter mais tempo para visitar outros espaços onde estão pinturas dela, mas ficará para a próxima. Trouxe livros é blocos da Frida Kalo para os meus filhos e a História do México. Que país e gente maravilhosa. A seguir fomos comer a maravilhosa comida mexicana, num restaurantezinho com pessoas muito acolhedoras, vimos as potencialidades do cacto Nopal, que é comido grelhado, em salada, etc, e a ponta de outro cacto servia antigamente de agulha, pasmei como eles guardam estas tradições.
- À tarde fui visitar a pirâmede do Sol e da Lua nos arredores da cidade do México, aquelas que os espanhóis ainda deixaram inteira, porque as sociedades que lá viviam já tinham abandonado o lugar. Os espanhóis só queriam o ouro e os tributos, não se interessavam em evangelizar, nem da terra, esta colonização dita clássica, foi a primeira e quase toda a América Central e do Sul sofreram esta devastação dos nuestros hermanos, acho que nós não fomos assim, apesar de que qualquer colononização é terrível, mas depois da independência o México sofreu outra colonização, a interna, mas dessa falarei mais adiante, nos futuros relatos. As pirâmedes de Teotihuacan, são património da humanidade e é dos locais mais belos do mundo. Comprei dois ídolos, o Deus da Lua e o Deus do Sol e já estão ao lado da Shiva, porque em termos de objectos a minha casa é muito ecuménica. Depois fomos ver a catedral, construída sobre os edifícios aztecas, alíás os espanhois fizeram isso noutros locais, ainda vemos um pouco dos edifícios destruídos, mas a catedral mandada construir pelos nossos amigos aqui do lado da peninsula é linda e imponente com a sua fachada plateresca, contemporânea do noso manuelino, é maravilhosa, e o interior é impressionante, onde o ouro nos invade por toda a parte, além de que a imagem da Virgem de Guadalupe é uma constante em todas as igrejas. O Sr. Miguel que nos acompanhou toda a viagem, falava da sua terra com muita paixão e fiquei tão adnirada como é que os taxistas mexicanos conhecem a sua terra, achei isto tão positivo, numa cidade de 25 milhões de habitantes e cheia de favelas, mas curisosamente achei as favelas com maior organização do que as que vi bo Rio de Janeiro, quando estive lá num encontro de museologia e mesmo em S. Paulo, cidade que visitei mais de uma vez. Claro que neste momento o Brasil está preocupado com este ordenamento das favelas, pelas notícias que tenho visto no jornal, eu só estou a falar do que vi nos anos noventa.
- O grande espectáculo estava fora da catedral ao seu redor e também do palácio nacional. Vi milhares de vendedores sentados na rua vendendo os mais diversos objectos, igual só Egipto ou na Guiné, que são países que eu visitei e vi das maiores feiras no chão, além destas vendas havia imensas pessoas vestidos de indígenas que fumavam as pessoas que faziam fila, numa dança ritmíca ao som de tambores, perguntei o que é que aquela actividade representava a uma mexicana que estava ao meu lado e ela prontamente me respondeu «isto é o que os nossos antepassados azetecas faziam para afastar as más energias e nós acreditamos nisto e por isso estamos aqui, porque más energias há por todo o lado».
Era hora de deixar o estado do México e partir pra outro estado, foi com tristeza que o fiz, mas esperava-me uma das maiores experiências da minha vida. Amanhã vos conto.
domingo, 31 de Janeiro de 2010
Voltei hoje depois de 15 horas de viagem.
quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010
E tanto disseram mal da exposição Hermitage que recorreu a mecenas, pagou-se a si própria e deu lucro.
AGUARDEM UM ANO E VEJAM O QUE VAI ACONTECER A ESTAS PROMESSAS E DEMISSÕES RELÂMPAGO.
É grave que se mudem as direcções com tanta frequência"
Hoje
Afinal, como é que se processou a sua saída do cargo de director do Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA)?Como se sabe, esse cargo é o único na rede de museus que é equiparado ao de subdirector geral, o que implica que quando muda um Governo o lugar fica automaticamente à disposição da nova tutela. E a ministra da Cultura [Gabriela Canavilhas] resolveu prescindir dos meus serviços.
E que razões lhe apontou?
Disse-me só que pretendia um perfil diferente do meu. Que pretendia um gestor com experiência museológica. Aliás, já foi nomeado o professor António Pimentel, que vinha sendo director do Museu Grão Vasco.
Sentiu-se traído por esta decisão?
Sinto-me, principalmente, de consciência tranquila pelo trabalho que deixo feito no MNAA. Sabe, eu tenho uma perspectiva estrutural e o Museu de Arte Antiga é o primeiro museu do País, é uma espécie de Torre do Tombo do património museológico português. E também por isso é grave que se mudem as direcções do museu com tanta frequência.
Só soube que seria dispensado terça-feira?
Na segunda-feira foi-me solicitado que me dirigisse no dia seguinte [terça-feira] ao ministério. E fui recebido pela ministra, que foi a única pessoa a informar-me que não continuaria no cargo. Nem nenhum dirigente do Instituto de Museus e Conservação [liderado por João Carlos Brigola], nem o secretário de Estado [Elísio Summavielle] me disseram nada sobre este cenário. Foi a ministra quem mo comunicou. Eu ainda lhe perguntei o nome do meu substituto, mas a ministra recusou-se a revelar-mo.
Esperava ficar no cargo, depreende-se?
A continuação no cargo não é a questão principal, é o modo como as coisas foram feitas. As questões de cortesia profissional não são do conhecimento do Ministério da Cultura.
Chamá-lo num dia para o dispensar e apresentar um substituto no seguinte pressupõe tempo.
É uma estratégia muito seguida pela ministra, que gosta de chamar a si os dossiers e de dar algum espectáculo com as suas decisões. Acho que faz parte do temperamento e da personalidade dela, que gosta muito de actuar assim.
Conhece outros exemplos?
Conheço, mas não serei eu a falar deles, obviamente.
E que vai agora fazer?
Eu sou funcionário do Museu do Azulejo [do qual foi director uma década, até entrar em comissão de serviço no MNAA em 2007]. Não vou ficar desempregado, vou continuar a trabalhar.
Notícia retirada do DN ARTES
Ministra anuncia nova gestão nos museus
por ALEXANDRE ELIAS
Hoje
Será criada uma rede integrada de equipamentos culturais no eixo Ajuda/Belém.
Foi apresentado ontem no Museu Nacional de Arte Popular, ainda em processo de obras de melhoramento, o novo Plano Estratégico para os Museus Nacionais, intitulado "Museus Para o Século XXI". A conferência de imprensa foi conduzida pela ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, pelo secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle, e por João Brigola, director do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC).
O novo Plano Estratégico tem como objectivo principal a dinamização dos museus nacionais enquanto produtores de cultura e agentes turísticos, tendo em vista a redução da carga admnistrativa e burocrática que recai sobre o IMC.
Entre as medidas que compõem o plano inclui-se o reenquadramento do sistema de gestão dos 28 museus sob a alçada do IMC, que estudará a possibilidade de alienar a tutela de alguns museus locais e regionais para a admnistração pública,segundo um critério rigoroso de avaliação e conservação do património. Este plano estratégico contemplará ainda a criação de uma rede integrada de equipamentos culturais na área de Lisboa, principalmente no eixo Ajuda/Belém.
O Ministério da Cultura, tentará, em concerto com o IMC, honrar compromissos herdados de governos anteriores e concluir os esforços de restauro que estão a ser levados a cabo em museus como o Machado de Castro (Coimbra), em processo de conclusão de obras de melhoramento.
A nova proposta para os museus nacionais apostará também em novos modelos de gestão para os museus e palácios do IMC, tendo em vista a obtenção de soluções para as dificuldades financeiras que muitas destas instituições museológicas atravessam, agravadas pelo minguar do orçamento de estado para a cultura em anos recentes.
O Museu Nacional de Arte Antiga será exemplo principal da inovação de modelos de gestão a adoptar pelo IMC, estando projectada a adopção de um modelo de "gestão bicéfala", a implementar após devido esforço legislativo para adaptar a lei orgânica da gestão das instituições públicas às necessidades do modelo. O MNAA será o barómetro da viabilidade deste modelo de gestão, que será depois estendido a outros museus nacionais.
Gabriela Canavilhas mostrou-se bastante satisfeita com as novas medidas, que tomam já partido do aumento da fatia do Orçamento de Estado dedicada à cultura e também da melhor "relação interministerial" que facilita a obtenção de financiamentos exteriores, cujo montante exacto será divulgado após a apresentação oficial do Orçamento.
quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010
Vou partir para o México na sexta 22 e só volto a 31. Trarei uma grande reportagem, pois vou estar num projecto girissimo.
ENTÃO?
1º colocar uma arquitecta à frente do Museu de Arte Popular em vez de uma antropóloga, pois esta arquitecta tinha ficado sem lugar ao ter saído do Igespar, pois foi dado lugar a outro , um Couceiro que veio de Macau .
2º. despedirem o Director do Museu de Arte Antiga, Paulo Henriques, por falta de perfil para o lugar, sem lhe dizerem nada, ou seja sem o avisarem antes de falar com a ministra. Tão amigos que eles eram no ICOM, que estratégias tão grandes que têm para o futuro, que cabeça baixa que têm de ter com as decisões do poder político, o Elísio Summavielle está muito activo em explicações e não a ministra, não percebo a ministra, ou melhor não percebo nada.
Será que por aqui há Sublimes Príncipes do Real Segredo???