sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Um filme lindo de morrer



Realização: Hou Hsiao Hsien
Com: Shu Qi, Chang Chen, Mei-fang, Di-Mei, Liao Su-Jen, Chen Shih-shan, Lee Pei-hsuan
Site oficial: Three Times
Género: Drama/Romance
Distribuição: Atalanta Filmes
Classificação: M/12
França/Taiwan, 2005

Três TemposTrês períodos – 1966, 1911, 2005 – três histórias com os mesmos protagonistas, shu Qi e Chang Chen, que vivem um amor inacabado.

Série Branca - Farol de Santa Marta - Cascais


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

O Museu Virtual de Aristides Sousa Mendes

O Museu Virtual de Aristides Sousa Mendes
Foi inaugurado ontem: http://mvasm.sapo.pt/

A Imagem desta flor vermelha é uma pequena performance de uma artista genial: Ana Ventura


Série Património Natural - Árvore Milenar do México


Aviso à navegação



Contamos com a sua importante presença na 5ª, dia 28.02, pelas 17h, para a apresentação do “Projecto SOS Azulejo”, cujo Programa aqui inserimos. No anexo encontrarão uma explicação do caminho para o ISPJCC.

A Equipa do Museu e Arquivos Históricos de Polícia Judiciária
Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais
Quinta do Bom Sucesso, Barro, 2670-345 Loures, Portugal
Telef: 00 351 21 984 42 00 Fax: 00 351 21 9835495



http://www.sosazulejo.com/


apresentação do PROJECTO “SOS AZULEJO”
no Instituto Superior de Polícia Judiciária e Ciências Criminais,
dia 28.02.08, PELAS 17H:

Programa Do EVENTO:


- Alocução de Boas vindas por parte da Directora do ISPJCC, Dra Carla Falua

- Leitura de uma mensagem enviada pelo Prof. Dr Vítor Serrão, alusiva ao Projecto SOS Azulejo

- Alocução do Dr José Meco subordinada ao tema “A importância da Salvaguarda do Património Azulejar Português”

- Mesa de Parceiros: IPT, IGESPAR, ANMP, GNR e PSP, ISPJCC: Apresentação do Projecto “SOS Azulejo” por parte da Coordenadora do Projecto, Leonor Sá

- Apresentação do Site http://www.sosazulejo.com/ por parte de: Coordenadora do Projecto e Director da “Escala Real-Design e Publicidade”

- Encerramento da sessão por parte do Director Nacional da PJ, Dr Alípio Ribeiro.

- Bucelas de Honra

De cada vez que vou ao cinema, gosto mais do gato Freddie Mercury


Juno adolescente «transa» uma única vez com Paulie da mesma idade sem cuidados e fica grávida. Até aqui nada nos parece diferente das notícias que todos os dias nos aparecem nos jornais, a não ser que Juno é uma miúda que personifica a «globalização» da economia, da sociedade, dos sentimentos, etc. Que chatice ficar grávida, mas não é nada de menos, calhou e a família, a escola e a sociedade encaram tudo normalmente: faz um aborto, ela não quis e resolve entregar o bébé à adopção. Uma forma de adopção diferente da do nosso país. Vem nos anúncios de jornais, e como diz a amiga de Juno é fácil porque a página dos anúncios traz tudo, «bébés para adoptar, iguanas para vender, material informático, etc». Tudo mercadoria.
Juno encontra um casal com posses que não pode ter filhos, Juno com o pai vai lá casa e combina o acordo, só que o casal mais tarde decide separar-se porque ele descobre no fim da gravidez de Juno que quer viver os seus sonhos de compositor de rock e um filho não é prioridade. Juno assusta-se, porque ela não quer mesmo o filho, quer dá-lo e então diz à Vanessa (candidata a mãe adoptiva) -se tu o quiseres , eu quero - e esta fica com a criança, sózinha .
Juno descobre que afinal gosta do Paulie, porque ele gosta dela, gorda, magra, alta, baixa, mal disposta, bem disposta e fica com ele, entregam o filho e o pai prefere não o ver , e ficam a tocar guitarra à entrada da porta.
A Juno é uma rapariga dos nossos tempos como eu disse, olha a vida sem lamechices, quer, quer, não quer, não quer e segue em frente. Instinto maternal, o que é isso? Não existe neste filme, a não ser na madrasta da miúda.
Juno é pragmática e honesta, quer uns bons pais para o filho, fala de tudo abertamente, não está com historietas e segue a sua vida e os seus interesses como se nada tivesse acontecido. Paulie amorfo, deixa-se liderar por esta vontade férrea. O que interessa naquele momento é continuar a curtir, tocar guitarra e viver um dia de cada vez o resto se verá.
Quando o filme terminou, comparei de flash a minha juventude e a dela, que abismo. A educação da minha geração foi emocional de mais, romanesca e também aventureira não digo que não, mas dificilmente encarados os sentimentos e as emoções como «produtos» descartáveis, trocados e negociados.
Devo dizer que aprendo muito com a juventude deste tempo, e não os censuro nem os crítico. Quem é quem para julgar quem? Tudo tem uma explicação, mesmo que essa explicação seja contra tudo para o qual fomos formatadas. Estes jovens são uma herança das nossas gerações, da nossa sociedade, dos políticos, da cultura. Eles são o nosso testemunho, por muito que não queiramos aceitar.