quinta-feira, 6 de março de 2008

Estas imagens é que servem para reflectir - Site do Jornal Público


«O milagre de Milagro
Milagro Montes, 54 anos, vítima do rebentamento de uma mina terrestre na Guerra Civil da Nicarágua, na década de 1980, cose à máquina em sua casa.»

Faz hoje 16 anos que morreu uma grande pintora portuguesa


A 6 de Março de 1992, morre, em Paris, Maria Helena Vieira da Silva, pintora portuguesa naturalizada francesa.

Um estado cinzento, opressor da criatividade e da liberdade não permitiu que esta mulher vivesse aqui com o seu marido, o pintor húngaro Árpád Szenes e assim partiu e naturalizou-se francesa.

Hoje felizmente uma parte da sua obra assim como do seu marido encontram-se na Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva.

Nós nascemos para sermos livres, é esse o estado natural de qualquer ser humano, mas não, nós não somos livres, há sempre energias opostas que actuam de uma forma desiquilibrada e anti natural, quer seja psicológicamente, por ideias diferentes ou por personalidades desajustadas, ou ainda por factores económicos ou sociais.

Desejo recolher-me de toda a poeira oculta do poder e tentar ser o mais livre possível, sem amarras, conseguindo lavar o coração e limpar o olhar. Fixando-me por exemplo no mundo dos museus, o que é que é genuinamente feito para os outros e com os outros, não tendo de maneira alguma interesses pessoais na rectaguarda? Tenho visto tanta coisa que penso que chegou a altura de cada vez escrever mais, abraçar os projectos que tenho em mãos na área da escrita, apoiar voluntáriamente aqueles que têm sempre tempo para se realizarem com os outros. O poder e o dinheiro e eu direi mais «o protagonismo» são afrodisíacos... e eu quero que esse meu olhar seja silencioso e o meu coração não tenha mágoa daqueles que eu ajudei tanto e hoje estão tão longe e tão disponíveis para outros lugares.

O que é que é verdadeiro e o que é que é falso? Pergunta primária, mas na verdade as pessoas e eu por mim falo são muito construídas, na sinceridade, nos sentimentos e na generosidade que acaba mal a chama se apaga. Quero sim limpar o olhar e lavar o coração, objectivos a atingir no ano de 2008.

Esta prosa mal amanhada no dizer dos «coriscos de S. Miguel», partiu de uma efeméride, o dia em que morreu a Helena Vieira da Silva há dezasseis anos.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Série Branca


Faz hoje 55 anos que morreu Prokofiev

Sergei Sergeyevich Prokofiev (em russo: Серге́й Серге́евич Проко́фьев)(Krasne, 27 de Abril de 1891Moscovo, 5 de Março de 1953)

Hilary Clinton ou Obama?


«Hillary Clinton vence primárias no Ohio, Texas e Rhode Island, e mantém viva a corrida à Casa Branca
Hillary Clinton conseguiu na madrugada de hoje um novo alento para a sua campanha eleitoral ao vencer as primárias no estado do Ohio e Rhode Island, e com as sondagens a avançarem que terá igualmente vencido no Texas. A ex-primeira-dama travou a marcha imparável de Barack Obama, que apesar disso venceu no estado de Vermont, que também foi ontem a votos. Isto significa que os dois candidatos democratas se mantêm de pedra a cal na disputa pela candidatura democrata à Casa Branca.»
Sinto-me indecisa e perplexa por esta votação nos EUA. Será que uma mulher fará a diferença? Será que é melhor candidata que o Obama? Existindo apenas estes candidatos, qual será o melhor opositor para o candidato republicano? Não sei...tenho dúvidas.

terça-feira, 4 de março de 2008

Hoje fomos à Quinta da Ribeira no Vale de Caparide


Hoje fui com o meu habitual grupo de idosos utentes do Centro de Saúde de Cascais, mais os dois maravilhosos enfermeiros que os acompanham, à Quinta da Ribeira, onde se produz vinho de Carcavelos. Foi um dia em cheio, vimos um notável património natural da nossa região e aprendemos com o fantástico caseiro os trabalhos da vinha nesta época, a «empa», ou seja agarrar os ramos das videiras ao arame para não se embaraçarem, depois cantámos, fizemos um piquenique, bebemos vinho e dissemos poemas. Tudo à antiga... e então lembrei-me de...


Cesário Verde

DE TARDE

Naquele pique-nique de burguesas,

Houve uma coisa simplesmente bela,

E que, sem ter história nem grandezas,

Em todo o caso dava uma aguarela.


Foi quando tu, descendo do burrico,

Foste colher, sem imposturas tolas,

A um granzoal azul de grão-de-bico

Um ramalhete rubro de papoulas.


Pouco depois, em cima duns penhascos,

Nós acampámos, inda o Sol se via;

E houve talhadas de melão, damascos,

E pão-de-ló molhado em malvasia.


Mas, todo púrpuro a sair da renda

Dos teus dois seios como duas rolas,

Era o supremo encanto da merenda

O ramalhete rubro das papoulas!

Série branca