sexta-feira, 9 de maio de 2008

Maquete do futuro «Museu da Vinha e do Vinho de Carcavelos»


Ai como eu detesto o dia da inauguração de um museu ou de uma grande exposição.....

O dia da inauguração de um museu é uma feira de vaidades. Nós dos museus não conhecemos a grande maioria da pessoas que lá estão e depressa sabemos porquê. À saída, no parque de estacionamento, acumulam-se os carros dos ministérios e os respectivos motoristas . São dos políticos, dos técnicos políticos, dos homens do «aparelho», etc.
Passam a correr pela exposição e não deixam ninguém ver nada, porque são aos magotes e querem ser vistos na primeira linha, no lugar onde estão os meios de comunicação. Empurram para cumprimentar este e aquele e assaltam o cocktail para não terem que jantar nesse dia.
Sobretudo cumprimentam-se com um só beijinho, é claro, é de bom tom e falam de tudo menos do museu e da exposição que supostamente estiveram a ver.
Ai como eu detesto ir e se vou é por razões familiares, mas acreditem que só nessas circunstâncias eu vou, porque o que eu gosto é de ver o museu numa hora sossegada, calma, contemplando o que a arte e o génio do homem proporciona de deleite e prazer ao mundo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Museu do Oriente abre portas a 8 de Maio




«Fundação Oriente prestes a celebrar 20.º aniversário
A data é definitiva. Será no mês dos museus e, também, no ano em que a Fundação Oriente (FO) comemora o seu 20.º aniversário: projecto com duas décadas, por várias vezes adiado por vicissitudes de localização, o Museu do Oriente abrirá as suas portas ao público a 8 de Maio. O anúncio foi feito ontem pelo presidente da FO, Carlos Monjardino, na apresentação do museu que, sedeado no Edifício Pedro Álvares Cabral, em Alcântara, dará novos usos ao antigo complexo de armazéns frigoríficos do Porto de Lisboa, projectado pelo arquitecto João Simões, em 1939.Resultado de um investimento de "25 a 30 milhões de euros" e adaptado sob projecto de Carrilho da Graça e Rui Francisco, o museu respeitará a traça original e os baixos-relevos de Barata-Feyo apostos na fachada. Terá um jardim, concebido por Gonçalo Ribeiro Telles, e o acesso, por transporte público, à zona portuária será facilitado: após negociações com a Carris, uma carreira de autocarro circulará pela faixa interior, circunstância que ajudará equipamentos culturais vizinhos como o Museu da Electricidade.

O acervo da Fundação (projecto museológico da responsabilidade de Fernando António Baptista Pereira; direcção de Natália Correia Guedes) partilhará ainda a sua casa com um conjunto de colecções externas de idêntica temática. Provenientes do Museu Machado de Castro, em Coimbra, colecções doadas ao Estado como as de Camilo Pessanha e Teixeira Gomes ficarão aqui integradas, em regime de depósito de longa duração. Em regime de empréstimo, figurarão também peças, entre outros, da Fundação da Casa de Bragança, museus Militar, de Arte Antiga e do Traje, Arqueológico do Carmo e de Antropologia da Universidade de Coimbra, bem como de privados.Actualmente classificado como Valor Concelhio, o Edifício Pedro Álvares Cabral aguarda, por pedido da Fundação ao IGESPAR, uma reclassificação como Imóvel de Interesse Público. »

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Amigos bloguistas, quero ouvir a vossa opinião...

Estou realmente a viver uma outra dimensão da minha existência. Preparada e ansiosa pela reforma, desejo verdadeiramente começar a viver. Isto parece estranho, mas na realidade o trabalho ensanduichado num horário stressante, vai esgotando lentamente o corpo e o espírito, não contando evidentemente com algumas tarefas que são insuportáveis de realizar. A reforma tem de ser o reviver duma existência perdida aqui e ali.
Levantar às horas que eu quiser, passear, ler, fazer yoga se me apetecer. Projectos os que eu quiser aceitar, tenho dois livros na calha com prazos dilatados. Estar com a neta todo o tempo que for possível, viajar, pintar e procurar lugares de meditação e paz. Tratar do corpo e do meu eu, com uma vontade obstinada.
Sei efectivamente o que não quero fazer. Não quero encontrar lugares onde eu sofri por exemplo, onde tive desilusões e mágoa, onde dei os melhores anos da minha vida e recebi tão pouco.
Estou a vender a minha casa de Setúbal, faço a escritura a 27 e vou imediatamente mudar o cartão de eleitor. Quero cortar o cordão umbilical com esta cidade. As cinzas estão à volta da cratera e eu não quero avivar o vulcão.
Quero acreditar no horizonte que é azul ao longe como o nome do meu blogue. Azul que te quero azul. Tenho vontade de mergulhar os meus pés na espuma dos dias e dos mares.
Quero voltar a viver de uma forma intensa e desejada. Termino com Sofia de Mello Breyner, que ilustra o meu estado actual.....
Um dia
Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.
O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.
Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.

terça-feira, 6 de maio de 2008

ARRE, que tanto é muito pouco

ARRE, que tanto é muito pouco!
Arre, que tanta besta é muito pouca gente!
Arre, que o Portugal que se vê é só isto!
Deixem ver o Portugal que não deixam ver!
Deixem que se veja, que esse é que é Portugal!
Ponto.
Agora começa o Manifesto:
Arre!Arre!
Oiçam bem:ARRRRRE!
Álvaro de Campos - Poesias

segunda-feira, 5 de maio de 2008

À DESCOBERTA DO AMOR

Ensaia um sorriso e oferece-o a quem não teve nenhum. Agarra um raio de sol e desprende-o onde houver noite. Descobre uma nascente e nela limpa quem vive na lama. Toma uma lágrima e pousa-a em quem nunca chorou. Ganha coragem e dá-a a quem não sabe lutar. Inventa a vida e conta-a a quem nada compreende. Enche-te de esperança e vive á sua luz. Enriquece-te de bondade e oferece-a a quem não sabe dar. Vive com amor e fá-lo conhecer ao Mundo.
Mahatma Gandhi

Não deixe o amor passar

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.
Carlos Drummond de Andrade