Obrigada entre parentes, minha irmã
Já estou no teu clube amanhã
Que é o dia 1 de Junho, o da libertação
E verás que vou entrar qual vulcão
Ainda tenho muita matéria incandescente para dar, o i é
E não foi em vão que trabalhei no IEM, pois é
Vou deixar para trás, aulas, autarquias, museus, pois então
O que eu quero agora é danças de salão
Ginástica, dieta, praia e i é é
Ficar meus irmão como a Mané
Ó Mena deixa lá a reposição e o IEM
Dele só podes ficar com o Tulicreme
E um conselho eu vou dar às avós, Gracinha, Lili e Babinho
Quando estiverem aos netos a limpar o rabinho
Ponham a girar um rock aperretado
E movam o corpo num toque sincopado
Só têm esta vida para viver e apreciar
Conselhos de quem se está a aposentar.
Um blogue intimista mas ao mesmo tempo aberto para os outros. Um blogue de reflexão sobre o mundo que me rodeia. Falar sobre este país e estas pessoas, falar de museus, bibliotecas, cinema, literatura, dança, teatro, política e sociedade. Enfim um blogue que desejo vivido.
sábado, 31 de maio de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
RAP DA REFORMA - ME AGUARDEM
ESTOU FINALMENTE REFORMADA/OIÉ
Vou ser livre de horários/obrigações/complicações/bué
Posso-me levantar à hora que eu quiser/meu irmão
Ir à praia/ à ginástica/e às danças de salão
Eu vou voltar a viver podem crer
E agora ninguém me agarra/vão ver
Vou fazer dieta e tratamentos de cosmética
Vou colocar implantes e outros tantes
Vou tirar as rugas/as verrugas e os joanetes
Quando me virem nem vão acreditar
A nova Aninhas vai dar que falar.......
quinta-feira, 22 de maio de 2008
segunda-feira, 19 de maio de 2008
O lançamento do meu livro foi muito bom. Estiveram cerca de 250 pessoas.
Estou contente. O meu livro foi apresentado pelo Presidente da Câmara de Cascais e foi ele que também fez o prefácio. Estou na Quinta das Encostas de 3ª. a domingo para vos fazer visitas guiadas. Apareçam lá.
Viva Carcavelos e o seu vinho. É um património local e uma memória colectiva desde o século XVIII.
sábado, 17 de maio de 2008
Pablo Neruda sempre
Pablo Neruda
Angela Adonica
Hoje deitei-me junto a uma jovem pura
como se na margem de um oceano branco,
como se no centro de uma ardente estrela
de lento espaço.
Do seu olhar largamente verde
a luz caía como uma água seca,
em transparentes e profundos círculos
de fresca força.
Seu peito como um fogo de duas chamas
ardía em duas regiões levantado,
e num duplo rio chegava a seus pés,
grandes e claros.
Um clima de ouro madrugava apenas
as diurnas longitudes do seu corpo
enchendo-o de frutas extendidas
e oculto fogo.
Angela Adonica
Hoje deitei-me junto a uma jovem pura
como se na margem de um oceano branco,
como se no centro de uma ardente estrela
de lento espaço.
Do seu olhar largamente verde
a luz caía como uma água seca,
em transparentes e profundos círculos
de fresca força.
Seu peito como um fogo de duas chamas
ardía em duas regiões levantado,
e num duplo rio chegava a seus pés,
grandes e claros.
Um clima de ouro madrugava apenas
as diurnas longitudes do seu corpo
enchendo-o de frutas extendidas
e oculto fogo.
terça-feira, 13 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Rosa Ramalho. Que saudade
Conhecia-a em 1969 e ainda conservo o Santo António que me deu nessa altura. Era baixinha e seca de carnes, mas viva muito viva aos setenta e nove anos. Ainda recordo as suas palavras: «tome lá santinha para casar bem». Hoje nenhum barrista dos mais afamados me daria por dá cá aquela palha, um boneco feito por ele, mesmo que tenha sido feito em série.
Passados uns anos fiz um trabalho sobre ela para uma cadeira do António José Saraiva, e conhecia-a melhor. Era genial e geniosa, sobredotada mesmo.
Ontem ao despedir-me disse a um das bisnetas que vende agora as peças de Júlia Ramalho, sua mãe e neta de Rosa que lhe transmitiu o testemunho «conheci a sua bisavó em 1969» e ela respondeu «olhe, nessa altura eu ainda não tinha nascido». Saí e constatei que já cá cantam uns bons anos.
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