quinta-feira, 10 de julho de 2008

Museólogos de caracácá.



Do porto de Hamburgo saíram no século XIX e no século XX, mais de cinco milhões de habitantes. O museu de Ballinstadt aberto
na cidade em Julho de 2007 fala dessa saída em força à procura de melhores condições de vida.
Cá em Portugal também se está a programar um museu da emigração portuguesa, por um museólogo que é tão invejado por aqueles que nunca fizeram museus ou nunca realizaram exposições que interessassem os públicos em massa, apesar de estarem uns sempre a abrir a boca pela museologia social e outros pelas exposições das obras primas (só para a elite) e a escreverem artigos de caracácá. Esses são os museólogos de caracácá.
Hoje em todo o mundo o grande cobertor da museologia social abarca projectos consistentes e muito sérios e outros de caracácá. Os de caracácá são aqueles que se confundem com animação socio-cultural. Estudar as colecções, fazer estudos e publicar livros, colocando esse saber museológico nas mãos da comunidade, dá muito trabalho. O que dá pouco trabalho e muita visibilidade é andar de país em país, sempre os mesmos a mostrar quinhentas e cinquenta e cinco milhões de vezes as mesmas teses bacocas e os seus pequeninos projectos de animação cultural museológica de caracácá.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

SERÁ?

O amor eterno é o amor impossível.
Os amores possíveis começam a morrer no dia em que se concretizam.
Eça de Queiroz

terça-feira, 8 de julho de 2008

As pequenas coisas que nos fazem felizes

Cor e mais cor. Mãos habilidosas que fazem poesia na qual se toca. Rita Cor é a prova disso. Cada vez me interesso mais por artesanato, contemporâneo ou não mas que me toque com força.

Às vezes...



Às vezes sinto-me fechada num quadrado sem saída. Outras vezes sinto-me livre. Sou afinal como tantas e tantos portugueses que num dia se sentem animados e noutros escurecidos pela fuligem do desânimo. Como cansa estar sempre a desejar estar em cima, positiva, olhando o azul ao longe, mas eu quero e estarei sempre com a cabeça fora da água enquanto estiver a atravessar este oceano. Boias encontro-as em muitos lugares, objectos, músicas, filmes, livros, meditação, passeios, viagens, pintura e esta paisagem que avisto da minha janela, uma nesga de oceano, azul ou verde, conforme as horas do dia.

O nosso corpo está todo marcado pela nossa vida, veias, tendões, ossos, vísceras e outros componentes. Todos são um computador do tempo e a doença, dores e feridas são gráficos e picos de sofrimento numa ou noutra altura. Só nós podemos resolver, está nas nosss mãos o rumo a dar ao sofrimento e à coragem, até lá resta-nos pelo menos o azul ao longe.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Gosto ...

Gosto de dias de festas familiares, em casa, na intimidade, com velhos e novos, à volta do aniversariante. Gosto de comer no jardim , com o sol a brilhar e o sussuro do mar perto. Gosto do verde e do azul e das demais cores. Gosto das sombras e das claridades. Gosto.

sábado, 5 de julho de 2008

É bom ter amigas


Esta noite foi bem passada. Os anos de uma amiga minha italiana, pintora.

Em S. João do Estoril, num 13º andar víamos toda a baía de Cascais. A noite foi amena, com conversas interessantes entre intelectuais e artistas.

Já pela madrugada bebemos champanhe e lavámos a loiça. Começo a sentir em grande o prazer da aposentação. Sem preocupações e sem obrigações....

Tinha 19 anos quando me apaixonei por esta canção

http://br.youtube.com/watch?v=XRbeUnn-AUA