quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Uma poesia de Sofia de Mello Breyner para M.


Poesia

Se todo o ser ao vento abandonamos

E sem medo nem dó nos destruímos,

Se morremos em tudo o que sentimos

E podemos cantar, é porque estamos

Nus em sangue, embalando a própria dor

Em frente às madrugadas do amor.

Quando a manhã brilhar refloriremos

E a alma possuirá esse esplendor

Prometido nas formas que perdemos.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Este excerto da canção dos ABBA, traz-me à memória, uma das mais hilariantes partes do filme «MAMMA MIA»

(...)If you change your mind
I’m the first in line
honey I’m still free
take a chance on me
if you need me
let me know
gonna be around
if you got no place to go
when you’re feeling down
if you’re all alone
when the pretty birds have flown
honey I’m still free
take a chance on me
gonna do my very best
baby can’t you see
gotta put me to the test
take a chance on me(...)

Hoje estou muito feliz



Hoje estou muito feliz, uns amigos meus depois de dois anos de espera receberam um lindo menino para adoptarem. Ele tem um sorriso lindo e vai ser muito amado.
(...)Dorme meu menino a estrela d'alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p'ra ti (...)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Hoje foi um dia bom

Gosto destes dias que me desanuviam o espírito e me tornam alegre. Fui lanchar com uns amigos, fui ver o «Mamma Mia» e adorei. Quem me dera ter vivido assim numa ilha, fazer o que me desse na real gana, ter amigas amalucadas mas fiéis na amizade e sempre presentes quando é preciso. E depois, cantar, dançar e ter dúvidas de quem foi o pai dos meus filhos sem ter os mesmos a aborrecerem-se com isso e ficarem traumatizados e serem eles próprios a convidarem os possíveis progenitores, através de revelações do diário da mãe, encontrado por acaso. Resumi em poucas palavras este filme fresco sem grandes preocupações, mas com grandes artistas, até achei imensa graça à música dos ABBBA.
Thank you for the music
the songs I’m singing
thanks for all the joy
they’re bringing
who can live without it
I ask in all honesty
what would life be
without a song or a dance what are we
so I say thank you for the music
for giving it to me

Depois do filme acabado e de promessas de mais encontros fui jantar a casa da minha filha para ver a minha neta. O que é que eu posso desejar mais?

Ontem entrosei-me com a comunidade alpiarcence, através da gastronomia e do fadango


Ontem deixei de lado as minhas convicções vegetarianas para comer a convite de alguns alpiarcences que foram à inauguração da exposição «Os Relvas em família», o célebre «carneiro à Alpiarça». É interessante como as tradições estão de acordo com os bens que cada um possui. Toda a gente de Alpiarça criava e ainda cria, em algumas casas, desde sempre, carneiros para serem cozinhados no casamento dos filhos, cujo bodo se repetia (e ainda hoje ainda se faz) por dois dias. Este carneiro guisado com batatas, acompanhado de bom vinho ribatejano era o pequeno almoço que os pais dos noivos ofereciam aos convidados no dia do casamento, após a cerimónia era servido um almoço que constava pelo menos de sete pratos e um jantar de nove ementas. No dia seguinte os mais chegados ainda iam almoçar à casa dos nubentes.
Depois do almoço fadango, pois então, que é a dança regional que eu mais gosto. Vamos fazer um bom trabalho neste concelho. O executivo entusiasma-se com a cultura.

sábado, 4 de outubro de 2008

OS RELVAS EM FAMÍLIA - INAUGURAÇÃO, dia 5 de Outubro às 17h00, Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça

A Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça está ligada à família Relvas, pelo protagonismo que um dos seus membros alcançou como político e diplomata, coleccionador de arte e homem ligado ao cultivo das terras que herdou e aumentou.
José de Mascarenhas Relvas nasceu em 1858 na Golegã, filho de Carlos Relvas e Margarida Relvas, viveu desde criança ligado às actividades agrícolas e à criação de cavalos, assim como à ganadaria de seu pai, que, além de cavaleiro tauromáquico, também era um excelente fotógrafo e nutria um profundo gosto pelas artes em geral.
Quando, em partilhas, lhe foi entregue a Quinta dos Patudos, José Relvas já estava casado com Eugénia Antónia de Loureiro da Silva Mendes, de quem teve três filhos. Dramaticamente, nenhum sobreviveu aos seus progenitores.
Em 1888, José Relvas vem viver para os Patudos com a sua família, dedicando-se com afinco ao cultivo de vinho, azeite, cortiça e outros produtos agrícolas. É com os rendimentos que lhe trazem estas terras que ele inicia uma grande colecção de arte nacional e internacional, fazendo viagens e travando conhecimento com especialistas europeus e nacionais no negócio das obras de arte.
Esta pequena mostra, que se confina a duas salas de exposições temporárias, não pretende dar a conhecer a colecção de José Relvas, que faz parte integrante do acervo do museu, pois ela está patente ao público, através de visitas guiadas, mas sim desvendar um pouco a vida do núcleo familiar que viveu nos Patudos. Com efeito, esta dimensão mais íntima da Família Relvas não tem sido dada a conhecer aos públicos que visitam o museu, que tem privilegiado o coleccionador de arte.
Estamos a falar dos objectos pessoais dos Relvas, nomeadamente os vestidos, sapatos, adereços e jóias de Eugénia Relvas, uma mulher muito elegante para a época e presença assídua em saraus culturais, tanto em sua casa, como em Lisboa. Esta senhora estava a par das «tendências» da alta-costura, como se admira através de alguns dos objectos expostos.
O mobiliário dos aposentos de José Relvas e os objectos de decoração e higiene pessoal podem também ser vistos nesta exposição, assim como a sua luneta, a boquilha, a cigarreira, o estojo de viagem, etc..
Do filho Carlos Relvas, pouco pode ser visto por cláusulas testamentárias, mas estarão expostas as cartas que escrevia à sua mãe em francês e que se encontram no Arquivo da Casa dos Patudos, assim como se pode ver outra correspondência entre os membros da família que revela o grande afecto que nutriam uns pelos outros.
São comovedores os brinquedos dos dois filhos que morreram ainda adolescentes, assim como os livros, cadernos da escola e os retratos quando ainda eram crianças, brincando ao ar livre.
A exposição apresenta também uma pintura referente a Carlos Relvas, pai de José Relvas, reveladora do seu amor pela festa de toiros e pelos cavalos, assim como fotos dos restantes membros da família, entre elas a do casamento dos proprietários da Casa.
Pretende a Câmara Municipal de Alpiarça iniciar, com esta exposição, um ciclo de mostras que dê a conhecer a história da família, a importância da acção política e diplomática de José Relvas, assim como a relação que manteve com Alpiarça, como proprietário agrícola e benemérito, sem esquecer a história e as tradições do próprio concelho de Alpiarça, de modo que a comunidade escolar ou adulta aprofunde a história local e reforce a sua identidade e cidadania.