quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Ontem pela noite dentro...


Ontem pela noite dentro vi na Sic Notícias uma reportagem sobre o Tibete. Foram entrevistados dos monges tibetanos, uma mulher e um homem que conseguiram ao fim de longos anos serem salvos e foram viver um para a Índia e outra para a América, devido à pressão internacional que obrigou o governo chinês a libertá-los das prisões imundas.


O que mais me chocou e me fez sentir envergonhada foi a capacidade de resistência e sofrimento de jovens que tinham treze e quinze anos quando foram presos pelos chineses. O que eles passaram de torturas foi indiscritível e sempre firmes na sua fé.


Ter fé é sem dúvida uma graça e ela ajuda-nos a perdoar-nos e a aceitar com resignação as escolhas que fizemos. Ás vezes pouco podemos fazer porque estão outros envolvidos, mas a meditação e a oração fortalece-nos, quando é verdadeira, mas somos tão incoerentes e fracos por vezes, mas o mais importante é percebermos se o mal que fizemos durante a nossa vida foi premeditado ou com a consciência serena de que era aquilo o possível no momento e isso tranquiliza qualquer ser humano, apesar de que por vezes os sonhos que temos para a última etapa da vida não se podem concretizar como os desejamos, porque temos que cerzir os rasgos que fizemos e ocupar o tempo nisso.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Arranjar as unhas e escolher um verniz dentro das «tendências»


Gosto de uma vez por mês ir arranjar as unhas das mãos e as unhas dos pés. Gosto do ritual e das conversas que se estabelecem entre mim e quem executa o serviço. A minha manicure e pedicure é uma mulher muito interessante e sofrida, mas com um energia e uma vontade de viver imensa. A pouco e pouco estas pessoas vão fazendo parte da minha família. Ela desabafa muito comigo e eu sou uma ouvinte atenta. Não há dúvida que além do confessionário e da cadeira do psicanalista, existem outros locais onde as pessoas costumam desabafar, a cadeira do barbeiro e do cabeleireiro a da manicure e da pedicure, o divã das massagens ou da acupunctura, etc., etc.
Fiquei a saber que os vernizes deste ano seguem como sempre as tendências da moda. No mês passado escolhi cinzento desta vez optei por um vermelho escuro e gosto. já agora para quem não saiba já não se diz «vou fazer unhas de gel» mas sim «tenho uma marcação no gabinete de escultura de unhas»

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Os bombeiros são verdadeiramente os soldados da paz


Ontem estive o dia inteiro a trabalhar para o livro do centenário dos Bombeiros. Estou na parte das entrevistas e é para mim um prazer ouvir as histórias que os carcavelenses têm para contar, como era o centro histórico na época da existência das quintas, as lojas, as pessoas, o bulício do dia a dia, os rituais, o quartel velho no meio daquele contexto urbanístico e os bombeiros.

Impresionou-me imenso a descrição de um fogo intenso onde morreram vinte e tal homens, o fogo da serra de Sintra nos anos sessenta. Não há dúvida que ao ouvir aqueles homens eu sinto que são verdadeiramente uns soldados da paz e arriscam na realidade a vida pelas pessoas.

Olhei para o rosto daquele velho comandante e pensei na coragem de quem sai do quartel para combater um grande fogo e não sabe se vai voltar, principalmente na época em que ele era jovem e no quartel não existiam as mesmas condições de hoje, e falou-me também do «contra fogo», que consiste no seguinte: quando o fogo sobe por exemplo uma colina ao chegar ao cimo e começar a descer, deve encontrar um outro fogo posto pelos bombeiros, para quando os dois fogos se encontrarem apagam-se porque já não existe combustão. Umas vezes corre bem e outras vezes corre mal, porque os ventos podem mudar de repente.

A investigação é sem dúvida uma das componentes mais interessantes da minha vida. À noite continuei com a manta para o meu filho Ricardo e hoje vou buscar à modista a manta já cosida e os lençois para o carrinho do meu neto que vai nascer e levo os panos egípcios que eu comprei no Cairo para fazer uns novos cortinados para o meu quarto, brevemente colocarei aqui muitas imagens.

domingo, 16 de novembro de 2008

Hoje fiz um almoço inteiro com a Bimby para alguns amigos meus


Hoje começei a fazer o almoço às 12h00 e terminou às 13h30. Almoço completo; sopa de alho francês, puré de batata (com batatas), saladas de vegetais crua com marisco e maionese, bifes com molho especial, gelado de framboesa (claro que depois fiz salada para acompanhar, fruta, café etc.).
A bimby é o maximo, é um fogão com uma única panela que faz tudo, nunca mais a vou abandonar já que perdi um pouco o gosto por cozinhar, desde que tenho de comer tudo sem muito sal.
Quando vinham jantar a minha casa, fossem os meus filhos, fossem amigos, mandava vir de fora, com muita qualidade é certo, mas muito caro e crise é crise meus amigos.
Gosto das máquinas quando elas são realmente boas e eu oscilo entre o mais simples e artesanal e as novas tecnologias, a Bimby venceu cá em casa.
Quero cozinhar rápido, orgânico e que faça muito bem à saúde. A Bimby faz tudo e isso interessa-me. Poupo e é um desafio para mim.

sábado, 15 de novembro de 2008

Voltei a Setúbal e reconciliei-me com a cidade





Voltei para apresentar o meu livro e reconciliei-me com a cidade. Quando entrei no museu senti dentro do peito um aperto grande. Estava ali o meu contributo de tantos anos e estavam ali alguns amigos com os quais eu vivi momentos de grande emoção, criatividade e crescimento. Soube-me bem estar a falar com eles, a recordar momentos e a pôr a conversa em dia.,só fazia sentido continuarmos a trabalhar ali em 2003 se tivessemos ficado todos juntos, mas a vida faz-nos constantemente o relatório das nossas opções. As pessoas foram chegando ao longo da tarde e o ambiente estava ameno.
Parti para casa contente e vou voltar mais vezes, fui convidada para apresentar o livro em Abril em Palmela e assim continuo a andar pelo país. Uma aposentada não pode parar, tem que estimular até morrer, o cérebro, as emoções, a memória, a inteligência e os afectos. Vou a partir de agora dar algumas dicas a mulheres da minha idade, sobre vários temas, talvez partilhemos vivências e conselhos, quem sabe?

Hoje vou voltar a Setúbal


Hoje vou voltar a Setúbal e a sensação que eu tenho é dúbia, por um lado sinto-me feliz por ir apresentar os meus livros e falar destes últimos quase seis anos de trabalho em Cascais, por ir ver pessoas que eu não encontro há anos e por ir recordar momentos entusiasmantes. Por outro lado, sinto que já não pertenço ali, ou talvez nunca tenha pertencido. Escolhemos por vezes caminhos que talvez não quisessemos que fossem esses e de repente já estamos no meio da estrada e não é possível, naquele momento, voltar para trás.
De Setúbal, só gosto da serra da Arrábida e do rio azul, de resto pouco me faz falta a não ser alguns amigos que lá deixei e que ainda hoje contactamos, mas também deixei desilusões, muito luto e recordação de algumas traições, mas sinto que ao fim de quase seis anos eu posso voltar, sem pena de lá ter ficado, porque esta terra que não é a minha terra fica muito longe da minha Lisboa, essa sim é o meu berço. Na Parede onde moro estou perto dela e vivo num autêntico paraíso de luz, mar e verdura, estas são as compensações por não viver em Lisboa.
Vou voltar a Setúbal onde já não tenho nada, vendi a casa, disse adeus aos museus que ajudei a construir de raiz e deixei num deles no Museu do Trabalho alguns objectos, uma carroça de cortiça que comprei no Baixo Alentejo nos anos setenta a um artesão que trabalhava na rua e algumas peças de loiça e garrafas da minha família para serem colocadas na Mercearia Liberdade, também por mim montada.
Já nada está sedimentado no corpo de forma dolorosa porque nunca voltaria para lá, jamais.
Hoje quero luz, quero sabedoria, quero ter momentos de felicidade e dar aos meus filhos e filhas, netos e netas aquilo que eu esbanjei pelos caminhos que percorri: amor, afecto, atenção e protecção, este é o caminho que eu quero.
Deus quando fecha uma porta, abre sempre uma janela e eu saltei....

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Hoje fui jantar a casa do meu filho mais novo e da sua mulher que vai ser mãe em Março







Hoje fui jantar à casa nova do meu filho e da minha nora e fiquei com os olhos fixos no novo candeeiro que eles compraram num antiquário. É nada mais nada menos do que um antigo candeeiro de hotel que era ao mesmo tempo cinzeiro, achei lindo. Gostei imenso como eles estão a decorar com tanto amor a sua casa.

A refeição estava óptima, eles são vegetarianos por filosofia de vida e a minha nora tornou-se uma excelente cozinheira, acumulando o trabalho de dona de casa com a sua profissão de bailarina, temporariamente parada por estar a caminhar para o sexto mês de gravidez.


Adoro a sua casa minimalista com um Santo António a espreitar na mesinha. O meu futuro neto António Maria vai ser baptizado no dia de Santo António. Enfim foi um dia feliz.