Um blogue intimista mas ao mesmo tempo aberto para os outros. Um blogue de reflexão sobre o mundo que me rodeia. Falar sobre este país e estas pessoas, falar de museus, bibliotecas, cinema, literatura, dança, teatro, política e sociedade. Enfim um blogue que desejo vivido.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Gosto de estar aqui...
Esta vila é calma e eu gosto de estar aqui apesar de a casa ainda não estar totalmente arranjada mas tem partes que já estão confortáveis. Não quer dizer que venha cá amiúde, mas será sem sombra de dúvida um refúgio e eu necessito de refúgios para estar comigo, para pensar em mim. Além disso tenho amigos que vivem à volta e com os quais me dou bem e me estão fartos de convidar, a Graça e o António e a Maria Olímpia, tenho as casas deles para ficar um fim de semana, além da casa de Paris da Molc onde eu também posso ficar. Tenho hipóteses de casa no Brasil, no México e em Espanha e vou aproveitar. Não me posso esquecer da minha amiga Maria Amália de Setúbal. Eu vou aproveitar as minhas amizades antigas que me estão fartas de convidar, vou diversificar, depois tenho as amigas mais recentes com as quais posso fazer programas interessantes de um dia ou em passeios mais prolongados da associação, aqueles que eu gostar mais e vou oferecendo aquilo que eu sei fazer: curso sobre mulheres que mudaram a história, comunidade de leitores, etc.
Tenho para sair o livro sobre o museu da Comporta, vou fazer o livro dos bombeiros até ao fim de Outubro de forma graciosa e a formação para as filhas museológicas alentejanas igualmente graciosa e o trabalho do Norte, esse pago. Não me posso esquecer das orientações dos meus mestrandos que são três, por agora, pois tenho uma mestranda que teve um desastre e que só o termina para o ano.
Tenho hipóteses de grandes trabalhos museológicos para o ano em cooperação e as aulas da faculdade e outros projetos que têm a ver com trabalhos artesanais de vária ordem e depois a minha saúde: dieta, andar, andar muito com sapatos adequados e meditação. Necessito também de cuidar da minha vida espiritual e de alguns velhotes amigos que necessitam de mim.
As minhas netas e neto serão prioridades, quero começar a fazer passeios culturais com eles, é aquilo que eu sei fazer e conforme a disponibilidade dos pais eu o farei.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Que calor
Estou a separar livros e o calor é tremendo. Esta semana já vai uma remessa para a biblioteca e até Dezembro estes livros serão escolhidos e arrumados o que são para arrumar e doar os que são para doar à biblioteca desta vila ribatejana. A casa vai necessitar de muito arranjo e terá que ser aos poucos, mas ela é tipicamente uma casinha rural que vai de uma rua a outra incluindo o terreno. Hoje fiz tomatada com ovos escalfados usando os tomates da horta. Sinto-me uma aldeã. Fui tomar um gelado com uma filha museológica que me veio buscar e me levou à farmácia para comprar um remédio. É bom ter estes apoios aqui nesta 2ª. casa.
Uma grande novidade mas de certeza absoluta, vou tirar a carta de condução. Já tenho o livro do cádigo com anotações, resumos de cada página, oferecido pela minha sobrinha. Estou contente. Vou tirar a carta no Automóvel Clube de Portugal. Preparem-seamigas e amigos online, estou a caminhar para a independência total.
Os dias de verão
Os dias de verão vastos como um reino
cintilantes de areia e maré lisa
Os quartos apuram seu fresco de penumbra
Irmão do lírio e da concha é o nosso corpo
Tempo é de repouso e festa
O instante é completo como um fruto
Irmão do universo é o nosso corpo
O destino torna - se próximo e legível
Enquanto no terraço fitamos o alto enigma familiar dos astros
Que em sua imóvel mobilidade nos conduzem
Como se em tudo aflorasse eternidade
Justa é a forma do nosso corpo
Sophia de Mello Breyner Andresen
In Obra Poética, Volume III
cintilantes de areia e maré lisa
Os quartos apuram seu fresco de penumbra
Irmão do lírio e da concha é o nosso corpo
Tempo é de repouso e festa
O instante é completo como um fruto
Irmão do universo é o nosso corpo
O destino torna - se próximo e legível
Enquanto no terraço fitamos o alto enigma familiar dos astros
Que em sua imóvel mobilidade nos conduzem
Como se em tudo aflorasse eternidade
Justa é a forma do nosso corpo
Sophia de Mello Breyner Andresen
In Obra Poética, Volume III
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Adeus Alenquer, olá Ribatejo
Cheguei ontem e vou ficar cá com o meu marido até ao dia 17. Estamos com muita calma a arrumar os livros e objetos para doar alguns, ficar com outros, dar outros à minha filha museológica e hoje já fui entregar uns de teor religioso à igreja da paróquia. Vão ser dias com muita calma, com a Windy, com as amigas e conhecidos da vila, a regar as flores e a horta e a fazer comidas saudáveis.
sábado, 6 de agosto de 2011
Adeus Algarve, boa tarde Alenquer
Obrigada amigos e amigas pelos vossos desejos de boas férias. Ainda não as terminei e vão durar até 18 de Setembro. Fartei-me de rir com o anterior post, foi feito através do iped da minha filha e deu aquela escrita que não se entende nada. Os meus 8 dias no Algarve foram muito bons, com a companhia das minhas netas. Os dias estiveram ótimos, exceto um que chuviscou. Os dias em Pedras d'El Rei foram passados praticamente na praia com grandes banhos. As minhas netas adoram a água e são muito destemidas. Esta praia estava cheia de famílias que se cumprimentavam só com um beijinho e tratavam-se todos por você, sinceramente não vi ainda a crise, os toldos estavam esgotados. os restaurantes cheios, assim como as esplanadas. Eu acho que o país ainda não caiu na real, os carros eram mais do que muitos. Eu e a minha família alugámos um apartamento e cozinhámos em casa, só comíamos um gelado ao fim do dia e as crianças comiam as célebres bolas de Berlim na praia.
Esqueci-me da máquina e não tenho fotos, espero no entanto que a minha filha me envie algumas. Estou morena e cheia de dores nos joelhos, fartei-me de andar. Hoje passei por Portimão para ver o museu, mas estava fechado com um horário de verão. Achei-o desmedido, com uma entrada para o auditório brutal que apaga a entrada do próprio museu, a parte de trás é bonita, mas não gosto da parte que dá para o rio. Veremos o inerior.
Agora estou no oeste, em terras de Alenquer, numa quinta dos meus cunhados. Vejo a vinha a perder-se de vista, vou jantar e descansar. A avó Tó uma velhota encantadora que é sogra da minha cunhada tem uma mão verde com os seus 84 anos, em tudo o que toca nasce perfeito, plantas, árvores de fruta, videiras, flores e é tão ativa e na cozinha um must. Maravilhosa mulher. É tão bom estar de férias. Amanhã ao fim da tarde vou para a quintazinha do Ribatejo arrumar o que levei para lá da casa da Parede quando fiz a mudança para Lisboa. Vou transformar a casa numa quintinha rural para fins de semana sossegados. Tenho que escolher livros para doar à biblioteca municipal. Depois ainda vou a Salir do Porto visitar uns amigos e a Alcobaça dar um abraço a uma grande amiga. Volto para Lisboa no dia 16 e vou preparar a minha viagem para a ÍNDIA. Hoje cá em casa os cães e os gatos estão separados como se estivessem num hotel. Olhem para esta maravilha de gato, chama-se Van Gogh. E a amostra das cadelinhas, a minha Windy tem que estar escondida.
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
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