segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ontem foi o almoço do IEM














Ontem almoçámos num restaurante muito bom. Na Rua Ferreira Borges 193. Uma dúzia de raparigas já seniores ou quase todas seniores reuniram-se passados dois anos para matar saudades de tempos vividos há quarenta e tal anos. IEM - Instituto de Estudos de Mercado. Fazíamos entrevistas, tabulação e outras trabalhavam em máquinas precursoras dos processos mais tecnológicos que vieram depois.
Nestes almoços a pouco e pouco vão aparecendo novas caras que nós reconhecemos nos traços de jovens que foram. É por um lado nostálgico, por outro lado um momento feliz de reviver um passado distante. Eu estive poucos anos lá, outras ficaram, outras saíram para várias vias de actividade: agências de publicidade, marketing, gestão financeira, outras formaram empresas, outras foram mesmo presidentes de empresa, só duas deste grupo acabaram por se licenciar e tirar mestrado, eu e a Mané. Umas são ricas, outras vivem das reformas e tomam conta dos netos, uma ou outra está mais deprimida, muitas viajam. Enfim são percursos de vida, caminhos diferentes, estradas que não se encontraram comigo a não ser há dois anos, apesar de com a Mané eu ter mantido um contacto mais chegado e com mais pontos de vista em comum.
Umas viúvas, poucas casadas, muitas divorciadas, umas doentes, enfim caminhos que se cruzam de dois em dois anos numa mesa de um restaurante agradável. Deste grupo maior um pequeno comité de quatro a cinco convivem mais durante o ano. Amiga confidente a Mané de quem eu gosto muito e me dá muito prazer a sua amizade. As minhas fotos ficaram más, mas é o que há.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Recebi uma herança tão marcante.

Há já algumas semanas que uma amiga de 84 anos me telefonou, eu conhecia-a mais ao marido durante o trabalho que eu realizei sobre a vinha e o vinho de Carcavelos, eles faziam vinho numa quinta que têm em Alapraia e ofereceram através de mim à Câmara um conjunto de objectos relacionados com a produção artesanal de vinhos. Eles eram tão queridos que eu comecei a telefonar-lhes de vez em quando e eles chegaram a assistir ao lançamento do meu livro. Agora como já são idosos venderam a quinta e chamaram-me lá para me oferecerem todas as rosas e outras flores pelas quais ela tinha especial carinho e queria que elas ficassem em boas mãos. Deu-mas a mim e eu fiquei muito comovida com tal gesto. Eles vão para um lar e eu ficarei com mais uma família para visitar e passear.
Fui lá à quinta deles com o meu jardineiro e agora o meu jardim está cheio de plantas e flores que durante anos foram tratadas com todo o carinho e vão continuar a ser. Que herança abençoada.
Obrigada Madalena.

Prefiro Rosas.... Ricardo Reis

Prefiro rosas, meu amor, à pátria,
E antes magnólias amo
Que a glória e a virtude

Logo que a vida me não canse, deixo
Que a vida por mim passe
Logo que eu fique o mesmo

Que importa àquele a quem já nada importa
Que um perca e outro vença,
Se a aurora raia sempre

Se cada ano com a primavera
As folhas aparecem
E com o Outono cessam

E o resto, as outras coisas que os humanos
Acrescentam à vida,
Que me aumentam na alma?

Nada, salvo o desejo de indiferença
E a confiança mole
Na hora fugitiva.

sábado, 11 de dezembro de 2010

É tão gratificante encontrar pessoas solidárias e amigas.







Hoje na casa da Zé houve mais um encontro da venda dos bonecos de papier mache, foram todos queridos e solidários e assim este projecto encerrou-se com este belo lanche, agradável convívio e bom debate sobre a saúde em Portugal.
Adorei que o Carlinhos tivesse feito a reportagem, a Mina com a sua Cajú e maravilhoso doce, a Maria Emília com os seus chocolates, a Paula com os scones salgados e o Tomás um querido que comprou grande parte dos bonecos. Bem hajam amigos por este afecto, esta harmonia e esta energia que se solta de todos vós. Nunca pensei que ao sair de Setúbal iria encontrar seres tão bons e tão afectuosos, estou grata a Deus por esta dádiva de carinho e solidariedade que em todos os três lanches com vários conjuntos de amigos eu encontrei.

E ainda mais estes











Bateria de fotos dos bonecos em papier mache



Ontem foi trabalho , trabalho, trabalho

Ontem foi o dia inteiro a trabalhar, de manhã Bombeiros, à tarde noutro projecto que está quase a terminar.
Hoje vamos outra vez para casa da minha querida amiga Zé que faz o último lanche dos três onde estivemos para mostrar e vender os bonecos feitos de papier mache, feitos do nada. Do nada faz-se tudo, costumo eu dizer e é quanto a mim a aventura maior. Trabalhar com papel, com materiais simples, como faziam na Índia e na restante Ásia, moda que veio mais tarde para a Europa.