segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Até mais ver

Por agora vou fazer uma pausa.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ainda no início do ano...

Agora acordo muito cedo e como um dos meus objectivos de Ano Novo é andar e deixar de andar de táxi, fui às pequenas compras a pé e vim a pé. Soube-me bem o frio na cara e quero também começar a ir de uma forma contínua, à praia, a partir deste mês, já que ela é a 5 minutos de minha casa, é só atravessar o túnel por baixo da marginal e lá estou eu na praia das Avencas, praia rochosa e não arenosa, muito aconselhável para quem sofre de dores nas componentes inferiores e superiores do esqueleto.

Continuo a emagrecer, devagar, mas é bom e agora como estive doente dei um avanço. Começei também a poupar, nada de revistas ou jornais supérfluos, prendas exageradas, lanches dispendiosos em pastelarias caras, roupas exageradas, comidas encomendadas. O cabeleireiro vai servir só para o corte, pois vou deixar que o cabelo fique branco. As unhas de gel vão ser só de dois em dois meses e os pés quatro vezes por ano. O dinheiro vai ser usado para as muitas despesas que tenho ao final do mês e para necessidades extra que os meus filhos ou nós cá de casa necessitemos.
Poupar, reciclar, ser solidário, emagrecer e andar são as palavras fortes para este 2009 que todos os economistas dizem que vai ser tenebroso.
Meditar e rezar, que é uma das formas de falar com Deus, também vai ser um dos meus lite motive deste ano.
Receberei de braços abertos os meus novos netos que vão chegar e espero portanto paz e saúde para tal.
E vou ter sempre na minha mente partes do livro «O Principezinho» de Antoine de Saint-Exupéry publicado em 1943, este livro foi o mais oferecido por mim ao longo da minha vida.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Hoje fui às compras

Hoje fui com o meu filho mais velho a uma FNAC. Comprei livros e dvd's. Comprei um livro interessante de um dos menos conhecidos irmãos Lobo Antunes, o neuropediatra de oncologia Nuno Lobo Antunes. O livro fala de humanidade na medicina, a experiência de um médico dentro e fora de Portugal, escrito com uma simplicidade que chega a todos. O outro livro foi de um dos meus autores preferidos, Coetzee, esse Nobel da Literatura sul africana. Tenho já bastantes volumes da obra dele, desta vez comprei «O Homem Lento», porque me entusiasmou a ideia de ele introduzir neste livro uma personagem que foi título de outro livro «Elizabeth Costello», obra também fabulosa.
Os dvd's foram dois de Visconti, Luís da Baviera e Orgulho e Paixão, um dos seus últimos filmes e muito autobiográfico, outro de Antonioni e ainda outro que passou no King «O meu irmão é o único filho», do mesmo autor da Eterna Juventude, do realizador italiano que retrata muito bem a Itália dos anos 60 e 70, Daniele Luchetti.
Depois fui almoçar à Portugália, um bife grelhado com pouco arroz branco, pois passei mal a noite e não tinha vontade de comer. Gostei de estar com o meu filho e agradeço-lhe o seu amor por mim.
A minha filha mais nova queria que eu fosse ao cinema e ela depois me traria a casa, mas eu já estava cansada e preferi recolher mais cedo.
Não sei se vou continuar com este blogue, ele já tem um ano e já cumpriu bastante a sua missão, decidirei este mês se vou continuar ou acabar. Tudo tem o seu tempo...

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009


Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,
E Deus amar-nos-á fazendo de nós
Belos como as árvores e os regatos,
E dar-nos-á verdor na sua primavera,
E um rio aonde ir ter quando acabemos!...
Alberto Caeiro, "O Guardador de Rebanhos".

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

A todos os meus amigos e amigas desejo um Ano de 2009 cheio de esperança


E deixo-vos duas frases de S. Francisco de Assis que gosto particularmente.

"Senhor, fazei que eu procure mais consolar do que ser consolado, compreender do que ser compreendido, amar do que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna."



"Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível, e de repente você estará fazendo o impossível."

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

* Prefiro a paz mais injusta à mais justa das guerras. (Cícero)


Há longos anos que eu passo o fim de ano em casa. Cerca da meia-noite, subimos para um banco, com doze passas numa mão e uma nota na outra e formulamos desejos, Para 2009 só desejo saúde e paz para toda a minha família.
É tão dificil encontrar a paz total. No mundo e nas famílias.
O ano de 2009 chega e instala-se e eu não sei o que me espera, mas o que for eu esperarei com tranquilidade e toda a coragem do mundo.
Tenho os filhos criados e os netos a nascer. Já escrevi livros e plantei árvores, só não plantei em algum dos casos as flores inóquas de uma vida sem sobressaltos. Já pouco me resta do que viver e esperar, com uma alegria interior o que Deus ainda tem para mim.
Deus para mim representa para mim um acompanhamento diário, eu sinto a presença Dele em toda a parte e falo com Ele várias vezes, peço-Lhe coisas, bem estar para os meus filhos e netos, para os meus amigos e amigas conhecidos ou não, pelos que sofrem em todo o mundo. Vejo-O na natureza e na beleza que o homem cria. Nem sempre estou de acordo com a Instituição Igreja, mas também não a frequento em termos de grupos organizados para isto ou para aquilo, simplesmente vou à igreja quando me apetece e aceito com tolerância as opções religiosas dos outros. Até tenho uma grande simpatia pelo Budismo, mas eu tenho uma cultura cristã e é nela que me sinto confortável. Já cometi excessos de fanatismo político ou religioso em circunstâncias diferentes, por razões muito concretas e justificáveis, mas também recuperei a estabilidade de uma vida sem compromissos religiosos ou políticos. Eu nunca caminhei por um caminho certinho e sem pedras, cheio de relva e flores coloridas, caminhei algumas vezes por esses caminhos, sim caminhei, mas quase sempre aqueles que escolhi foram troços laterais cheios de penhascos, ravinas e precipícios, que eu consegui ultrapassar com arranhões, feridas e esforço desmedido.
E hoje aqui estou depois de 41 anos de trabalho esforçado, com horários, chatices, opções erradas, opções certas, dando o meu melhor. Hoje aposentada, aos 63 anos, ainda trabalho, mas sem horários, voluntariamente por vezes, outras vezes recebendo honorários, fornecendo aos outros a experiência profissional adquirida ao longo dos anos.
Isto tudo a propósito do novo ano que se aproxima.

Estamos todos doentes cá em casa



A gripe atacou com tosses e febres os da casa. O Inverno transporta-nos a este mundo da doença. Têm sido dias calmos a fazer malha e a ver filmes, a comer canja de galinha e a beber chá. As árvores já estão todas despidas de folhas e estas castanhas ou amarelecidas estão espalhadas pelo chão. Há humidade no ar e o céu está plúmbeo, está um dia daqueles que eu gosto. Estranho não é? Mas é verdade. Lembra-me uma poesia de Cesário Verde, que coloco aqui as duas primeiras quadras.
      AVE-MARIA



Nas nossas ruas, ao anoitecer,

Há tal soturnidade, há tal melancolia,

Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia

Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.





O céu parece baixo e de neblina,

O gás extravasado enjoa-me, perturba;

E os edifícios, com as chaminés, e a turba

Toldam-se duma cor monótona e londrina.(...)