terça-feira, 30 de junho de 2009



Morreu Pina Bausch

Li a notícia e fiquei triste, era uma coreógrafa que eu admirava muito. Não tive oportunidade de a ver actuar em Lisboa, mas via-a no filme de Pedro Almodóvar, Fala com Ela e adorei. Tal como a Martha Graham, ela revolucionou a dança contemporânea. O contributo que ambas deram foi fundamental para que a dança acompanhasse as movimentações artísticas que se operaram noutras artes performativas e não só.

«Philippine Bausch, mais conhecida como Pina Bausch(Solingen, 27 de julho de1940 Wuppertal, 30 de Junho de2009), foi uma coreógrafa,dançarina, pedagoga de dança e diretora de balé alemã.

Conhecida principalmente por contar histórias enquanto dança, suas coreografias eram baseadas nas experiências de vida dos bailarinos e feitas conjuntamente. Várias delas são relacionadas a cidades de todo o mundo, já que a coreógrafa retirava de suas turnês idéias para seu trabalho.

Entre os seus temas recorrentes estavam as interações entre masculino e feminino - uma inspiração paraPedro Almodóvar, em cujo filme, Fale com ela, Pina aparece em uma bela sequência de dança.

Foi diretora da Tanztheater Wuppertal Pina Bausch, localizada em Wuppertal. A companhia tem um grande repertório de peças originais e viaja regularmente por vários países.» Este texto foi retirado da Wikipédia

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Adormecer com este pensamento

Aquelas pessoas que nos magoaram fizeram apenas o que sabiam fazer, em função das condições de suas vidas.
Se você não perdoar, permitirá que essas mágoas antigas continuem a dominá-lo.

Wayne W. Dyer

Gosto de fazer algumas actividades em equipa

Vou ver se consigo fazer algumas actividades em equipa, mas o problema é que necessito de ter muita empatia com a equipa para que as coisas resultem com prazer. Por exemplo ateliês de pintura, a energia que as pessoas que fazem parte do grupo transmitem são decisivos para o meu bem estar e inspiração, tal como cozinhar ou fazer trabalhos manuais, só gosto de fazer sozinha investigação, ler (excepto na comunidade de leitores e mesmo assim....), escrever, meditar.
Porque é que não é fácil ter uma empatia natural com todas as pessoas? Porquê? Eu por exemplo necessito ter afinidades culturais, espirituais, gostos, conversas e sobretudo gosto de pessoas desprovidas de preconceitos e tenham uma generosidade genuína. Necessito que elas gostem de mim e eu delas. O tom de voz, a maneira de olhar, a conversa e os pequenos gestos revelam tanto da pessoa, mas também acredito que as pessoas se mostram a pouco e pouco.
Já gostei de pessoas com as quais não tive empatia de início e desiludi-me com outras com a convivência ou com situações decisivas e nessas elas mostraram o seu carácter. Nós humanos somos um mistério e mudamos muito de opinião e nesta selva que é o mundo profissional, os sobreviventes esquecem tudo, amizades, cumplicidades etc.. e nós só percebemos que são sobreviventes nessa altura. Então nesse caso temos de escolher para a nossa vida pessoal o melhor que encontramos e ir deixando pelo caminho, sem amargo de boca, os que não podem fazer parte do nosso universo.
Eu uma vez vi um fime que me impressionou muito e vi nele a vida real; Dogville é um filme lançado em 2003 e dirigido por Lars von Trier, com Nicole Kidman e Paul Bettany entre outros.
E muito da moral da história gira em torno da diferença entre o altruísmo - dar sem esperar nada - e o quid pro quod - que exige uma compensação equivalente para cada acção.

domingo, 28 de junho de 2009

Hoje foi um dia especial


Hoje estive a almoçar em minha casa com os amigos das viagens. Estamos a comemorar o aniversário do meu marido que é para breve e começamos de véspera com vários almoços em separado. Hoje o tema do almoço era o vermelho. Foi uma forma que arranjámos para nos divertimos e criar mais intimidade de espírito. Eles e elas vieram com algumas peças vestidas de vermelho e leram textos e poemas muito engraçados. O meu marido recebeu de prenda do grupo uma escultura do Pé Curto e pela tarde dentro mesmo com chuva ficámos pelo jardim, só quando a água caiu forte fomos para a sala e levámos o resto da tarde a falar de fenómenos paranormais.

Todos nós tínhamos algo para contar: um sonho que se concretizou e que resultou numa promenição, uma angústia estranha na hora em que o pai morreu e outros fenómenos assaz estranhos que aconteceram em determinada altura da nossa vida. A ciência é uma coisa, aquilo que não está provado é outra, mas há muitas coincidências com ausência de cientificidade. Eu gosto de ouvir, talvez porque em pequena uma criada da casa do meu avô contava-me histórias de lobisomens e bruxas e eu adorava.

Hoje sou completamente reticente, mas gosto de conhecer fenómenos estranhos: já fui a uma mãe de santo em Salvador da Bahia, a astrólogos, a tarólogos, regressões etc., mas por puro desejo de conhecer o outro lado misterioso da vida.

Voltemos ao almoço, no final lemos os nossos poemas e eu disse este de pé quebrado, foleiroso, mas diverti-me: Vermelho é cor de coração/Vermelho é cor da flor/Vermelho é cor da paixão/Vermelho é cor do rubor/Vermelho é cor das bandeiras/Benfiquista e Portuguesa/Vermelho é sangue nas veias/E da gelatina na sobremesa/Vermelho é esta vontade/De vos ter em minha casa/Vermelho é cor da amizade/Com branco fica rosa.

sábado, 27 de junho de 2009

Amanhã tenho um almoço com alguns amigos do grupo das viagens

Amanhã vou reunir aqui alguns amigos do grupo das viagens e estou a preparar um repasto. Eles têm de trazer qualquer coisa vestida de vermelho e a meio da refeição vão ler um texto trazido por eles, poema ou quadra sobre o tema vermelho. Os almoços necessitam de ser criativos. Estes almoços que se vão desenrolar durante o mês de Julho são para comemorar o aniversário do meu marido. Eu já fiz almoços com mais de cinquenta pessoas para ele e para os meus filhos, mas não gosto, acho-os impessoais e assim vou fazendo ao longo do mês com o máximo de dez pessoas cada. Junto os grupos conforme as afinidades: os das viagens, o da família, os mais cócós, os artísticos e em cada um deles coloco os do coração. O que é certo é que as pessoas que vêm a minha casa são super-simpáticas e boas pessoas. Não permito energias negativas no sítio onde eu vivo. Gosto muito de fazer almoços ou jantares no jardim, porque de inverno gosto de me recolher no meu sofá e não pensar em mais nada, é verdade detesto almoços ou jantares de cerimónia, são enfadonhos. Recuso e acreditem que é verdade alguns almoços e jantares que me convidam durante o ano, onde só vai o meu marido, inventando eu uma desculpa, quando descubro que vão políticos ou então o almoço é servido em casas particulares com empregadas ou empregados fardados. Eu hoje só faço aquilo que me apetece ou esforço-me por isso. Festas grandes de circunstância ou cocktails estou pelo pescoço, pois anos e anos tive que os frequentar por questões profissionais. Não meus amigos e amigas, já dei demais para esse peditório. Ah é verdade outra coisa que destesto é inaugurações de qualquer coisa, agora nesta fase da minha vida nunca vou, vou depois.
Divirtam-se neste dia de sábado ameno como eu gosto e deixo-vos uma música para descansar um pouco.
"Rainbow High", Evita, Música de Andrew Lloyd Webber e letra de Tim Rice;

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Temos de amar e agradecer o corpo que temos.

Oprah Winfrey.
Estou a gostar de alguns programas desta mulher. Ela aborda com seriedade alguns problemas do dia a dia, alguns que a maioria das pessoas não fala deles, mas que são muito importantes para a harmonia do ser humano com a natureza. Muitas pessoas não querem dizer que gostam dos programas dela por pedantismo intelectual, outras por racismo. Sim isto é verdade.
Ela fala de reciclagem, da separação dos lixos, do planeta terra, de problemas de saúde, de sexo, de economia, dá conselhos úteis, enfim gosto. É uma mulher directa e com um grande sentido de humor. O único senão é ser por vezes um pouco moralista, de resto gosto. Não há em Portugal um show que se compare ao que ela faz e estes shows, com esta qualidade, exercem mais influência junto das populações do que o discurso dos políticos.
Hoje o programa falava da aceitação do corpo que se tem e agradecer aquilo que temos amando o corpo com que nascemos e que desenvolvemos durante a nossa existência. Tirando as questões de saúde que são importantes, não há dúvida que resolvemos muitos problemas com o nosso corpo se o aceitarmos como ele é e assim teremos oportunidade de com calma e preserverança modificar o que não gostamos.
O que é certo é que emagrecer é possível sempre fazê-lo, a inteligência é que não engorda.