quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Cavaco não deu cavaco a ninguém

Diquei estupefacta com a agressividade e falta de esclarecimento do Presidente da República. Acho incrível que ele não sabendo como descartar o e-mail, que um seu assessor da maior confiança escreveu a um jornalista, enfia os pés pelas mãos e fala de coisas incompreensíveis, atacando o P.S. sem lógica e bom senso. Nem sequer falou da notícia que veio a público no dia 18 e 19 de Agosto no Público e que desencadeou tudo isto e depois ainda tem o à vontade de afirmar que o P.S. o tentou empurrar para a luta político-partidária, não se percebe o que é que ainda está lá a fazer o assessor (ninguém me convence que este agiu por mote próprio) e junta o e-mail que o assessor escreveu com a vulnerabilidade dos computadores e dos e-mails da Presidência da República, que perversidade...
As pessoas muito reservadas sempre me fizeram comichão, não gosto das muito reservadas nem das muito desbocadas. Estes extremos são iguais em termos de agressividade acumulada. Não há dúvida que é no meio termo que está a virtude e este presidente do «tabú» não tem meio termo, ou não fala ou desbunda torrentes de rancor, como se viu ontem.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Uma noite com as Fábulas de La Fontaine


No passado sábado, no Instituto Franco Português, Lisboa, em ante estreia assisti ao bailado da responsabilidade da CeDeCe - Companhia de Dança Contemporânea, de algumas Fábulas de La Fontaine. O meu filho mais novo foi convidado para coreografar a fábula, «O corvo e a raposa». Simplesmente adorei. Acho que ele cresceu imenso como artista, a dança estava fantástica e com movimentos muito criativos. Adorei os corvos e o solo da raposa. Voltarei a vê-los em Novembro em Alcobaça, dia 11, às 10h30 e às 14h30, no Cine Teatro de Alcobaça, mas antes estarão em Vila do Conde, Tondela e Madrid.
Esta Companhia continua extraordinária, graças ao imenso esforço do António Rodrigues e da Maria Bessa que foram os grandes mestres do meu filho.
De manhã tinha ido ao Museu de Arte Antiga, ver a exposição que lá está e cuja parte dos objectos estiveram expostos em Washingthon D.C.. É uma bela escolha de objectos, a maior parte da colecção do próprio Museu, pois as obras primas dos museus da Europa não vieram. Será o estado português a pagar as despesas todas que são muitas com a vinda desta exposição, não entendo porque é que os conservadores não gritaram como o fizeram com a exposição do Hermitage (a MNAA tem 1/3 dos visitantes da do Hermitage), de que não se podem fazer exposições de tão grande custo porque inviabiliza o orçamento dos museus do Estado. Ora a exposição que veio do Museu russo foi integralmente paga pelos mecenas e teve 120.000 visitantes, contando uma história e internacionalizando a componente museológica nacional. Já dizia o Padre António Vieira no século XVII «ao pé de um português não se pode luzir». Ainda um dia faremos a história da inveja portuguesa.
No domingo fiz « o almoço das fotografias», com elementos que restam da família Pereira por causa das fotos que estavam na casa do meu sogro falecido, todos escolheram e conforme o interesse de cada um, foram distribuidas. Já era noite quando partiram, seniores, jovens e crianças. Está a chegar ao fim esta etapa das nossas vidas com a entrega da casa ao senhorio no dia 11 de Outubro. As mobilias que vão ser para um dos meus filhos ficaram guardadas na minha garagem, pois na sexta-feira trabalhámos das nove da manhã às 2h do dia seguinte, além da distribuição de mobílias em Lisboa e Parede, levámos coisas para Alpiarça. Hoje vamos agrupar o que é para ser levado pela REMAR e dar por finda a análise de objectos a seleccionar. Com esta lição prometi a mim própria que ia arrumar tudo como deve ser na minha casa, para que os meus filhos não tenham este trabalho.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Fafe e a Emigração


Inaugurou uma exposição no Museu das Migrações e das Comunidades subordinada ao tema, Fafe e a emigração. Com a programação museológica de Fernando António Baptista Pereira, o projecto museográfico de Nuno Gusmão e a investigação de Miguel Monteiro, profundo conhecedor de «Fafe dos Brasileiros». A exposição está deslumbrante e é tão interessante que numa antiga casa de brasileiro que não foi construída de raiz para nela ser instalada uma unidade museológica, uma programação museológica e um projecto museográfico de quem verdadeiramente sabe do ofício, conte uma história tão interessante, apesar o espólio ser pobre. Assim vale a pena ver uma exposição e ir a um museu. Eu cada vez tenho menos paciência para más exposições, com temas desinteressantes, não apropriados à missão do museu e com um grafismo passadista.
No mesmo espaço encontra-se o Museu da Imprensa de Fafe, com igual prestação dos técnicos acima referenciados, desta vez com um espólio riquissimo e máquinas a trabalhar, com um antigo trabalhador tipográfico a apoiar, está de parabéns a autarquia de Fafe e eu também porque vou colaborar no projecto educativo com a Isabel que é uma técnica muito querida do museu, aliás todos os técnicos do museu são fantásticos.
O meu livrinho pedagógico para a exposição de Santa Maria do Castelo, em Abrantes, já está entregue. Aguardo a edição do mesmo. As crianças e jovens aprendem tudo desde que a linguagem lhes seja acessível sem deixar de existir o rigor que se exige.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Tens razão Gaivota, obrigada

Obrigada Gaivota pelo teu comentário, não há dúvida que tens toda a razão, mas tenho andado muito em baixo com várias situações que me têm acontecido e por isso o poema revela um estado de espírito, meu e de mais ninguém, mas como tu disseste e é certo não é apropriado para o dia e ainda por cima pelo aniversário de um filho, que eu amo tanto e que é um excelente ser humano. Por isso para olhar a vida com um espirito positivo e em frente vou colocar aqui outro que reflecte bem a comemoração do dia 20 de Setembro.

Para Sempre
Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra — mistério profundo — de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Parabéns Ricardo


Ontem o meu filho mais velho fez anos, juntámos a família e foi um almoço calmo.





É talvez o último dia da minha vida.
Saudei o Sol, levantando a mão direita,
Mas não o saudei, dizendo-lhe adeus,
Fiz sinal de gostar de o ver antes: mais nada.



Alberto Caeiro


sábado, 19 de setembro de 2009

Só me resta ter esperança e sonhar

(...)Eles não sabem, nem sonham que o sonho comanda a vida. Que sempre que o homem sonha o mundo pula e avança como bola colorida entre as mão de uma criança. (...)