quarta-feira, 30 de março de 2011

A camioneta a encher e eu a partir

Hoje vai ser a despedida final.
A camioneta está a encher com os electrodomésticos, alguns móveis, computadores, plasmas, etc.
A querida Maria cá está para levar os objetos sensíveis e fazer o grande favor de levar o Fernando que tem que ir para Leiria ainda hoje. Se calhar terá que vir outra camioneta mais pequena porque os caixotes são perto de 300.
Adeus Parede, estou arrasada.

terça-feira, 29 de março de 2011

Amanhã vai a 3ª. camioneta e última para Lisboa. Ainda há tanta coisa para ir...

A casa de Lisboa está completamente feita num ovo. Hoje conseguimos arrumar os livros todos para desimpedir espaço e caixotes para amanhã irem os outros livros, quadros, loiça, roupa, etc.
Obrigada Maria pela tua generosidade, todos os dias a vir-me buscar para eu seguir a camioneta com o carro cheio de coisas que se podiam partir, obrigada Marta pela grande ajuda, trabalhaste tanto. Já temos o dístico da Emel para ter parqueamento gratuito e foste tu que o conseguiste. Obrigada Isabel por dares de jantar aos três durante quinze dias enquanto arrumamos a casa e pomos o chão novo da cozinha. Já temos gás e podemos tomar um banho quente no dia 30. Obrigada Sr. Manuel que tem dormido 4 a 5 horas por dia para nós termos a casa pronta das muitas obras que são necessárias fazer, obrigada D. Ana pela limpeza de um chão que estava negro e agora está limpo e bonito. Obrigada rapazes que fazem a mudança e que têm dado o máximo. Obrigada a todos, sem a partilha e a ajuda dos amigos nos momentos que são precisos, mesmo que o trabalho seja duro e cansativo é uma dádiva. Obrigada Maria porque eu não te pedi nada foste tu que apareceste sempre, és daquelas que não dizes só «eu gosto muito de ti», mas na prática demonstras. Obrigada a todos que me ajudaram neste ou naquele pormenor, como os meus cunhados que alugaram as camionetas (5) para Alpiarça. Esta mudança terá 8 camionetas, é obra e eu estou tão cansada pois quinta feira ainda tenho que partir para o Alentejo para a 7ª. semana de curso, o livro dos Bombeiros para acabar, o projeto do Norte e as aulas na faculdade, tenho de abrandar e juro que vou tratar de mim e fazer projetos de outro teor e procurar opções alternativas. Obrigada a todos. Obrigada à Bilocas que ajudou no que podia e sabia.
Dia 30 vou dormir a Lisboa, é amanhã o meu primeiro dia na nova casa e o primeiro dia do resto da minha vida. Volto ao berço Natal e a Windy vai conhecer uma outra forma de vida, mas vai ter muitos passeios, acompanhada das minhas netas e neto.
Agora posso dizer, adeus Parede, bom dia Lisboa. Não digo para sempre Lisboa, porque comigo nada é definitivo, mas neste momento estou muito feliz.

domingo, 27 de março de 2011

Esta mudança mudou muito a minha vida...


Esta mudança fez-me repensar toda a minha vida. Esta mudança posso dizer que foi uma catarse. Ao mexer nos papéis de todo um longo caminho, mexe-se igualmente na nossa própria existência. Tenho de rever muito os meus objetivos e lidar com o quotidiano de uma forma diferente. Tenho de colocar mais racionalidade aos meus gestos e atitudes. Tenho de pensar em mim, tratar de mim e se fizer algum sacrifício intenso terá que ser pelas minhas filhas, filhos, neto, netas e causas. Causas sociais que aliviem o sofrimento alheio.
Estou cansada, exausta, nesta reviravolta só se vão ver os frutos depois da casa arrumada em Lisboa e o prazer que vou ter em descobrir a minha cidade, em ter tempo para mim, para eu livremente sair de casa sem muitos transportes pelo meio e conhecer as potencialidades da capital em termos alternativos para eu própria arranjar atividades e pequenos negócios e trabalhos à minha escala.

Hoje mandaram-me esta e eu concordo...

Passos só de dança, Alegres só as crianças, Cavacos só os instrumentos musicais, Sócrates só o filósofo, Louçã só erro ortográfico e Jerónimos só o mosteiro. O que é que nos resta????????????? Ai é claro Portas só de fechar e abrir.

A aula foi nos museus......





























Desta vez a aulas foram nos núcleos museais, no de tecelagem com a D. Helena, que nos ensinou a cadeia operatória da preparação da lã e no museu islâmico, no próximo sábado iremos a outros núcleos. Temos de estar perante os objetos e compreender as estratégias a implementar junto de crianças mais pequenas. Temos de usar o corpo, pois a expressão dramática é fundamental nestas visitas com públicos dos 3 aos 5 anos, mas também temos de incutir nas crianças o valor e as dificuldades de cada atividade. É necessário experimentar para saber transmitir. É essencial considerar o trabalho como das mais nobres atividades humanas, seja ele qual for.
Enquanto esperava que a tecelagem abrisse ouvi a conversa entre dois pequenos pássaros, olhei para as portadas, para a pequena poesia árabe que está na porta da entrada e quando nos dirigimos para o museu islâmico descemos por aquelas ruas entre muralhas, com o casario branco e o Guadiana ali por perto e cumprimentámos o Sr. Artur. Muito bom.