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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Por favor amigas e amigos vejam todos os posts sobre Barcelona, que ocupam a página inteira deste blogue.


Claro que teria muito mais para vos mostrar, os lindos passeio de barco pelo mar e pelas ruas de Barcelona, de dia e de noite, o bairro gótico, las ramblas, o Palácio da Música, uma maravilha, mas vou terminar com a nossa ida a Montserrat. Que paisagem idílica, que organização. Fátima devia aprender com estes beneditinos. Ouvimos gregoriano e pude meditar em paz.
Por hoje termino, mas ao longo do blogue nos próximos dias, recordarei Barcelona, particularmente no seu último edifício chamado o supositório. Aguardem com calma.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Rosa Ramalho. Que saudade


Conhecia-a em 1969 e ainda conservo o Santo António que me deu nessa altura. Era baixinha e seca de carnes, mas viva muito viva aos setenta e nove anos. Ainda recordo as suas palavras: «tome lá santinha para casar bem». Hoje nenhum barrista dos mais afamados me daria por dá cá aquela palha, um boneco feito por ele, mesmo que tenha sido feito em série.
Passados uns anos fiz um trabalho sobre ela para uma cadeira do António José Saraiva, e conhecia-a melhor. Era genial e geniosa, sobredotada mesmo.
Ontem ao despedir-me disse a um das bisnetas que vende agora as peças de Júlia Ramalho, sua mãe e neta de Rosa que lhe transmitiu o testemunho «conheci a sua bisavó em 1969» e ela respondeu «olhe, nessa altura eu ainda não tinha nascido». Saí e constatei que já cá cantam uns bons anos.

Barcelos que surpresa. Está bem e recomenda-se


domingo, 13 de abril de 2008

sexta-feira, 14 de março de 2008

As necessidades dos tempos modernos

Ao fim da tarde os pés desnudam-se e são desbastados pela lâmina. Pés cansados, calejados, pés feios e desassombrados. A pedicure segura-os com cuidado e utiliza os instrumentos mais sofisticados e líquidos frescos. A bata branca, as mãos com luvas descartáveis. Tudo clínico e desinfectado.
Não é bonito mostrar os pés nesta posição, como se fossem canhões prontos a fazer barulho de atordoar..., mas ir à pedicure faz pensar. Que pena ter calos, no dedo mindinho, entre os dedos por causa dos sapatos apertados, ai mas os calos da alma são piores. São húmidos, viscosos e precisam muitas horas da lâmina do esquecimento.
Só queremos mostrar as coisas belas, mas tal como a Paula Rego eu vou desnudar aquilo que é menos belo, tornando uma parte do corpo comum, centro da nossa atenção e pensamento.
Lembro-me de um excerto de um poema de Neruda (...) Acontece que me canso de meus pés e de minhas unhas,do meu cabelo e até da minha sombra.Acontece que me canso de ser homem. (...).
Eu não me canso de ser mulher, eu gosto de ser mulher, mas não gosto dos meus pés.

terça-feira, 11 de março de 2008

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008