sábado, 17 de maio de 2008

Pablo Neruda sempre

Pablo Neruda

Angela Adonica

Hoje deitei-me junto a uma jovem pura
como se na margem de um oceano branco,
como se no centro de uma ardente estrela
de lento espaço.
Do seu olhar largamente verde
a luz caía como uma água seca,
em transparentes e profundos círculos
de fresca força.
Seu peito como um fogo de duas chamas
ardía em duas regiões levantado,
e num duplo rio chegava a seus pés,
grandes e claros.
Um clima de ouro madrugava apenas
as diurnas longitudes do seu corpo
enchendo-o de frutas extendidas
e oculto fogo.

3 comentários:

M@ri@ disse...

Minha doce amiga Ana
Uma boa escolha sem duvidas!
Quanta sensualidade nos poemas de Pablo Neruda...
Amiga desejo te um fim de semana cheio de paz.
Deixo te um beijo doce
M@ri@

Um Momento disse...

Adoroi Pablo Neruda
Grata por esta lembrança partilhada:)=

Um beijo... em ti

(*)

Ana Paula disse...

É uma poesia magnífica! A ferro e fogo...

Uma boa semana, Ana! :)