sábado, 4 de outubro de 2008

OS RELVAS EM FAMÍLIA - INAUGURAÇÃO, dia 5 de Outubro às 17h00, Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça

A Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça está ligada à família Relvas, pelo protagonismo que um dos seus membros alcançou como político e diplomata, coleccionador de arte e homem ligado ao cultivo das terras que herdou e aumentou.
José de Mascarenhas Relvas nasceu em 1858 na Golegã, filho de Carlos Relvas e Margarida Relvas, viveu desde criança ligado às actividades agrícolas e à criação de cavalos, assim como à ganadaria de seu pai, que, além de cavaleiro tauromáquico, também era um excelente fotógrafo e nutria um profundo gosto pelas artes em geral.
Quando, em partilhas, lhe foi entregue a Quinta dos Patudos, José Relvas já estava casado com Eugénia Antónia de Loureiro da Silva Mendes, de quem teve três filhos. Dramaticamente, nenhum sobreviveu aos seus progenitores.
Em 1888, José Relvas vem viver para os Patudos com a sua família, dedicando-se com afinco ao cultivo de vinho, azeite, cortiça e outros produtos agrícolas. É com os rendimentos que lhe trazem estas terras que ele inicia uma grande colecção de arte nacional e internacional, fazendo viagens e travando conhecimento com especialistas europeus e nacionais no negócio das obras de arte.
Esta pequena mostra, que se confina a duas salas de exposições temporárias, não pretende dar a conhecer a colecção de José Relvas, que faz parte integrante do acervo do museu, pois ela está patente ao público, através de visitas guiadas, mas sim desvendar um pouco a vida do núcleo familiar que viveu nos Patudos. Com efeito, esta dimensão mais íntima da Família Relvas não tem sido dada a conhecer aos públicos que visitam o museu, que tem privilegiado o coleccionador de arte.
Estamos a falar dos objectos pessoais dos Relvas, nomeadamente os vestidos, sapatos, adereços e jóias de Eugénia Relvas, uma mulher muito elegante para a época e presença assídua em saraus culturais, tanto em sua casa, como em Lisboa. Esta senhora estava a par das «tendências» da alta-costura, como se admira através de alguns dos objectos expostos.
O mobiliário dos aposentos de José Relvas e os objectos de decoração e higiene pessoal podem também ser vistos nesta exposição, assim como a sua luneta, a boquilha, a cigarreira, o estojo de viagem, etc..
Do filho Carlos Relvas, pouco pode ser visto por cláusulas testamentárias, mas estarão expostas as cartas que escrevia à sua mãe em francês e que se encontram no Arquivo da Casa dos Patudos, assim como se pode ver outra correspondência entre os membros da família que revela o grande afecto que nutriam uns pelos outros.
São comovedores os brinquedos dos dois filhos que morreram ainda adolescentes, assim como os livros, cadernos da escola e os retratos quando ainda eram crianças, brincando ao ar livre.
A exposição apresenta também uma pintura referente a Carlos Relvas, pai de José Relvas, reveladora do seu amor pela festa de toiros e pelos cavalos, assim como fotos dos restantes membros da família, entre elas a do casamento dos proprietários da Casa.
Pretende a Câmara Municipal de Alpiarça iniciar, com esta exposição, um ciclo de mostras que dê a conhecer a história da família, a importância da acção política e diplomática de José Relvas, assim como a relação que manteve com Alpiarça, como proprietário agrícola e benemérito, sem esquecer a história e as tradições do próprio concelho de Alpiarça, de modo que a comunidade escolar ou adulta aprofunde a história local e reforce a sua identidade e cidadania.

3 comentários:

docedemaçã disse...

Querida Anad: creio que fiquei suficientemente elucidada sobre a família Relvas e o museu que lhe é dedicado. Acrescento apenas que eles não são relvas, são um relvado!
Beijo
Dri

Anónimo disse...

Miguel Relvas, membro do PSD será descendente da Casa dos Patudos?
Obrigado.

Anónimo disse...

Nada a ver. A familia Relvas, destes Relvas da Golega e Alpiarça (pai e filho) extinguiu-se, ou seja nao existe descendencia direta (por varonia).