terça-feira, 2 de junho de 2009

Deixei de arranjar as minhas unhas com gel




Deixei de fazer «escultura de unhas» e sinto-me livre. As minhas unhas estão curtinhas, só com brilho e sinto-me mais natural. O gel é também uma ficção. Nós não temos unhas assim, temos unhas normais de pessoas normais, unhas que se partem, unhas que não apresentam o aspecto intocável das célebres unhas de gel. Unhas de um ser humano que se um dia tiver de ir para o hospital os médicos poderão ver a cor delas.
As unhas de gel quando estão pintadas com cor e se partem ficam horríveis e as dores são mais que muitas porque habitualmente partem pelo meio. Os pés arranjo-os por uma questão de saúde mas nunca esculpi tais pontas destes membros.
Porque é que este século é tão artificial? Porque é que os homens arranjam as sobrancelhas e as unhas? Porque é que os homens se depilam? Eu ainda me depilo mas será por uns anos mais pois os pelos caiem em baixo e nascem em cima. Triste desgraça a do envelhecimento, mas tenho que saber que ele qualquer dia vem em força e eu tenho de me aguentar.
Porque é que algumas mulheres usam cintas tipo ceroulas plastificadas e soutiens tipo espartilho, deve ser horrivel viver assim, o problema é que se apertam em cima saiem gorduras dos lados, se apertam em baixo saiem gorduras igualmente dos lados. Conclusão o problema são os lados.
Porque é que algumas mulheres e homens que nasceram morenos e têm cabelos pretos pintam os cabelos de louro. Quando se descuidam e a coloração se vai, parece que por baixo das farripas louras saiem uns vulcões negros. E quando envelhecem, o cabelo não aguenta e parece um piaçaba amarelo no cucuruto. Eu no liceu tinha uma professora de inglês que usava um carrapito postiço louro e por debaixo o cabelo era muito escuro, cruéis como são as adolescentes (e ela era insuportável, chamava-nos de semoventes em vez de burras, muito pedagógico....) cantavamos uma cantiga baixinho que a dada altura dizia assim «semovente é a miss pig/que não tem cabelo/tirando o carrapito/fica só com um pelo», a música era « Et maintenant de Charles Aznavour.
Belos tempos em que a pele não necessitava de cremes especiais a não ser «O creme Barral ou o Nívea» e lavávamos a cabeça com sabão azul e branco e em seguida passámos por água morna com vinagre. Eram cabelos brilhantes e bonitos. Hoje eu vejo cada cabelo na TV em mulheres jovens tipo palha de aço e alguns esfregão de alumínio. E as extensões??? Cheias de farripas penduradas com cola ou chicletes?? caiem pelos ombros sem bailar ao vento pois têm o peso de uma mula. Se enterrarem uma mulher com extensões quando levantarem o corpo o crânio está cheio de chiclets.
Gosto cada vez mais de fórmulas simples naturais e que perduraram através dos séculos.
Morram os soutiens e cintas espartilhos, os cabelos piassaba e as unhas de gel. Parafraseando Almada Negreiros. BASTA PUM BASTA! MORRA PIM.






3 comentários:

mariab disse...

nada como viver ao natural... :)
beijos

gaivota disse...

e o creme nívea continua a ser o melhor! mesmo o mais indicado em queimaduras...
unhas de gel e etc etc etc...
hummmmmmmmmm
não é comigo!
beijinhos

By myself disse...

100% de acordo )e é pq não concordo matemáticamente com a expressão: 200%). Nada como o natural, se possível devidamente preservado.

Beijinho