quinta-feira, 24 de abril de 2008

As sem razões do amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no elipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

4 comentários:

Ana Paredes Mendes disse...

Lindas palavras, anad...deixaram-me a sorrir:)














_____________

tenho um desafio e um mimo para si no meu blog :)bj*

gaivota disse...

um poema bem bonito...
e sem razão, ama-se porque sim!
as nossas crianças, os nossos amigos, os nossos dias!
beijinhos

Um Momento disse...

Simplesmente adoro este POema.
Boa partilha :)))))
Beijo !

(*)

Mocho Falante disse...

Grande poema, grande poeta

adorei